O que ainda não se falou sobre o futuro do trabalho? - Hub Plural

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O que ainda não se falou sobre o futuro do trabalho?

Pensar no futuro do trabalho tem sido uma necessidade de empresas e profissionais ao redor do mundo, mas o que ainda não foi dito sobre o tema?

Sabemos que o modelo híbrido é uma frente a ser explorada em todo o mundo. Mas muito além de discutir sobre o local em que as pessoas trabalharão, novos paradigmas estão se estabelecendo e isso exige perspicácia de empregadores e funcionários. Afinal, mudança de conceitos e modos de enxergar o trabalho estão a pleno vapor.

Promover e estimular o bem-estar dos funcionários é uma necessidade mundial. Pesquisa internacional mostra que profissionais mais capacitados estão mais exigentes do que nunca no quesito saúde e exigem isso de seus locais de trabalho.

E no Já Pensasse? da semana: a discussão sobre a necessidade de socialização para o bem-estar da humanidade ganhou protagonismo nos últimos tempos. Mas o assunto tem sido estudado há cerca de um século. Saiba o que mostram as pesquisas e porque tomar cafezinho e conversar com o pessoal do trabalho é tão importante.

Faça as suas apostas sobre os novos modos de trabalhar, mas venha com a gente saber o que deve acontecer

Acredita-se que a pandemia acelerou tendências que levariam mais tempo para se consolidar: como a urgência de trabalhar perto de casa e a importância da flexibilidade da jornada

Quando você pensa no futuro do trabalho, o que vem a sua mente? Não estamos falando de robôs e pessoas voando para Marte. Algo mais concreto e urgente já começou a acontecer no mercado de trabalho e todos nós que não estamos fazendo turismo em Marte já estamos sentindo os efeitos.

Uma pesquisa realizada pela LiveCareer mostra que 30% dos funcionários do mundo optariam por pedir demissão a voltar ao modelo tradicional de trabalho, aquele que vivíamos em um tempo que já parece longínquo: antes da pandemia.

Além de mais flexibilidade, o futuro do trabalho que muitos de nós já estamos vivendo, pede também mais qualificação. Especialistas apontam que a era da competição com as máquinas chegou e ela já tem até nome: Quarta Revolução Industrial.

Com os sistemas cada vez mais autônomos e a inteligência artificial se tornando cada vez mais refinada para dar conta de boa parte dos processos de produção, a qualificação profissional é mais que apenas um diferencial, é uma necessidade iminente.

Efetivamente, quais serão as novidades?

Um relatório sobre o futuro do trabalho feito pelo McKinsey Global Institute (MGI) que avaliou os impactos de longo prazo na mão de obra, tipos de ocupação e exigências de qualificação em oito países com modelos econômicos diferentes entre si traz informações reveladoras sobre esse futuro que estamos avistando, mas ainda não conhecemos ao certo.

Participaram do estudo países que juntos correspondem a metade da população mundial: China, França, Japão, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Índia.

A pesquisa mostra que a alta das transações digitais impulsionou o crescimento dos empregos em áreas como entregas, transportes e armazenamento. Na China, esse tipo de emprego chegou a mais de 5,1 milhões na primeira metade de 2020.

Outro número que merece atenção: dois terços dos executivos seniores falaram que estavam aumentando significativamente os investimentos em Inteligência Artificial. A alta acompanha também um crescimento da produção mundial dos equipamentos de robótica que nos primeiros meses da pandemia já superou os níveis pré-pandemia.

O aumento do investimento em IA repercutiu diretamente no número de empregos em empreendimentos como supermercados, call centers, fábricas e depósitos, que passaram a usar a automação como nunca antes, reduzindo o número de funcionários.

Além da redução de funcionários, essa mudança é um alerta para a importância da qualificação. Já que os funcionários que hoje compõem os quadros dessas equipes são, em sua maioria, pessoas capacitadas para lidar com a automação e a inteligência artificial.

Por causa do crescimento de empregos com alta qualificação/remuneração e a redução das ocupações de baixa qualificação/remuneração, a transição para o futuro do trabalho será dolorosa para grande parte da população mundial.

Nos 8 países participantes da pesquisa, mais de 100 milhões de trabalhadores (1 em cada 16) precisarão trabalhar em outro tipo de ocupação até 2030.

Pesquisa mundial liderada pela Universidade de Oxford aponta bem-estar como prioridade para maioria dos profissionais

Áreas, nacionalidades e interesses diferentes, mas um desejo em comum: mais bem-estar, saúde e qualidade de vida no trabalho. Uma pesquisa realizada em países de todo o mundo chamada “Moldando um futuro de trabalho melhor: Percepções do mercado global e local” revelou o desejo da maior parte dos profissionais.

Mais que um interesse em saúde nas suas próprias casas, as pessoas pedem por soluções e modos de gestão do cotidiano nas empresas que considerem hábitos saudáveis e, também, boas práticas para a saúde mental.

A mudança pede mais que alterações físicas nos prédios das empresas ou mesmo a flexibilidade com o modelo de trabalho híbrido, pede também uma transformação de paradigmas.

O modelo de trabalho que considera a produtividade extrema sem observar as repercussões na vida dos funcionários, a ausência de liberdade e atitudes hostis no dia a dia do escritório tornam o cotidiano de trabalho pouco saudável.

Empresas devem zelar pela saúde dos funcionários

O conceito de que empresas devem se responsabilizar pela saúde dos funcionários foi observado e discutido durante a pandemia de covid-19 como nunca antes. Além de prezar por boas práticas, oferecer benefícios como mais acesso à saúde e cultura são atitudes que fazem a diferença.

Com as fronteiras nacionais e até globais diluídas com as possibilidades de trabalhos remotos/híbridos, os empregadores passam a concorrer com empresas de todas as partes do mundo, tornando a adoção e boas práticas uma necessidade para seguir atraindo mão de obra qualificada.

Ambientes diferentes, como coworkings, podem ser um diferencial a mais para essas empresas. Muitos dispõem de escritórios em locais diferentes da cidade, como o Hub Plural, garantindo liberdade de escolha para os funcionários, de acordo com sua programação do dia. Já que a mudança será necessária, melhor fazer isso da melhor forma 😉