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O que fez os gigantes da tecnologia rejeitarem o trabalho remoto?

Recentemente, Fiona Cicconi, chefe de recursos humanos do Google, comunicou aos funcionários da empresa que o calendário de retorno ao escritório estava sendo adiantado. De acordo com o aviso, a partir de 1° de setembro, todos aqueles que quiserem trabalhar de outro país por mais de 14 dias terão que enviar um pedido formal. Além disso, também é esperado que os funcionários “vivam a uma distância que os permita se deslocar”.

 

De modo geral, a mensagem quis dizer apenas uma coisa: é possível que haja mais flexibilidade que antes, mas a maioria dos colaboradores precisará voltar aos escritórios. Todas essas ideias contrariam completamente tudo o que lemos e ouvimos no último ano sobre o futuro do trabalho, em que se defendia o trabalho remoto. O cofundador do Twitter, por exemplo, chegou a afirmar que seus funcionários poderiam trabalhar de casa para sempre.

 

No entanto, não somente no caso dessas duas empresas como de várias outras, parece cada vez mais claro que isso não irá acontecer. O que mudou?

trabalho remoto


Sutilezas na comunicação

Se observarmos bem as declarações desses grandes nomes, podemos notar que existem nuances em suas falas que destacam condicionadores importantes para que isso aconteça. Por exemplo, quando Jack Dorsey, cofundador do Twitter, falou em trabalhar para sempre em casa, ele complementou: “Se nossos funcionários desempenharem um papel que possam desempenhar em casa e estiverem em uma situação que os permita fazê-lo”.

 

E o Twitter já afirmou que quer, sim, que seus funcionários passem um tempo trabalhando de suas casas. No entanto, isso pode significar muitas coisas. Talvez os funcionários poderão trabalhar de maneira remota nas sextas ou talvez eles sejam autorizados a trabalhar de suas casas três vezes por mês. Não dá para saber. Literalmente, pode significar qualquer coisa. Existe muita margem de manobra no uso das palavras.

 

Escritório = mais colaboração e integração

Por mais que o desejo pela flexibilidade exista, ainda não está muito claro qual é o modelo de flexibilidade que funciona para cada empresa. Tanto empresas quanto boa parte dos funcionários, após experimentarem o trabalho remoto de forma integral, notaram que presencialmente a integração com a equipe e a colaboração fluem bem mais. E esse é um ponto importante a se considerar.

flexibilidade

Trabalhar em casa quando desde o início se trabalhou assim e quando não há um escritório é uma coisa, mas trabalhar num escritório e em seguida migrar para o modelo remoto é outra coisa totalmente diferente. Cada empresa possui sua cultura e seus costumes. Não há fórmula mágica. Reuniões com participantes presenciais e remotos fluem da mesma maneira que uma totalmente presencial? Trabalhadores remotos estão em desvantagem com relação aos presenciais ao negociar contratos com possíveis clientes? Difícil dizer.

 

O que funciona?

Arvind Krishna, CEO da IBM, deixa um questionamento no ar: “Quando as pessoas trabalham remotamente, fico preocupado com a trajetória de suas carreiras”. “Se eles querem se tornar gerentes, se eles querem ter mais e mais responsabilidades ou se eles querem construir uma cultura dentro de suas equipes, como faremos isso remotamente?”.

 

A verdade é que quase ninguém sabe ainda se e como isso funciona. Por isso, muitas empresas têm recuado sobre a ideia do trabalho remoto. Enquanto isso acontece, outros negócios se arriscam a experimentar e testar. Se dará certo ou não, não sabemos. Mas em um futuro não muito distante, descobriremos as respostas de todas essas dúvidas.

 

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