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As novas tendências do mercado de trabalho pós-pandemia

A pandemia do coronavírus surgiu não somente para gerar uma crise na saúde e na economia mundial, mas também para fazer parar e repensar. Repensar vários pontos sobre o modo de viver que tínhamos antes de tudo isso acontecer. E, dentro desse pacote de reflexões, encontramos a forma como o nosso mercado de trabalho funcionava. Será que os modelos que utilizávamos eram os ideais?

Um estudo realizado pela Have Her Back com profissionais norte-americanos de empresas de pequeno e médio porte, constatou de que forma a quarentena causada pelo coronavírus tem impactado a vida deles e quais serão as influências desse período para o nosso futuro.

Uma nova perspectiva para os pais

De acordo com o estudo, durante a pandemia os pais passaram a cuidar dos seus filhos por muito mais tempo e, 31% deles relatam que está sendo “extremamente difícil” realizar essa tarefa, enquanto que apenas 14% das mães dizem o mesmo. Isso pode ser explicado pelo fato de que nos Estados Unidos 76% dos empregos na área de saúde pertencem às mulheres.

E, como sabemos, todos os setores da área de saúde estão na linha de frente da luta contra o corona. Ou seja, enquanto as mães precisam sair para trabalhar, os pais trabalham em home office, enquanto cuidam das crianças.

pais cuidam das crianças na pandemia

Segundo a Have Her Back, os pais têm tudo para voltarem ao trabalho com outra visão sobre a função exercida pelas mulheres. 87% deles concordam que após a pandemia as mulheres terão muito mais oportunidades de trabalho, principalmente depois de terem filhos, por conta da possibilidade de se trabalhar remotamente. Modelo esse que antes não era tão cogitado por muitas empresas, talvez por conveniência de não mexer no que tava quieto, mas que agora tem sido considerado por muitas delas para a nova realidade pós-pandemia.

Desejos para o futuro

O diálogo abordado pelos profissionais entrevistados vai muito além da “simples” questão de cuidar dos seus filhos. O relatório identificou que mulheres (29%), negros (27%), millennials (26%) e boomers (25%) estão mais predispostos a ficarem insatisfeitos com os modelos atuais de home office de suas empresas

insatisfeitos com home office

Além disso, quando o questionamento foi se a crise irá mudar a forma das pessoas trabalharem no futuro, 88% dos entrevistados disseram que as empresas que se preocuparam em cuidar e apoiar seus funcionários durante a pandemia serão os empregadores mais valorizados no pós-pandemia. Além disso, 87% dos profissionais dizem preferir trabalhar de forma remota e 81% acham que horários mais flexíveis que os anteriores serão essenciais.

Ação e reação

Além dos dados já explanados, o estudo também revelou que muitos profissionais estão levando e levarão em conta como as empresas estão tratando seus funcionários. 50% dos entrevistados considerariam mudar de emprego casos seus chefes lidassem de forma negativa com a crise. E 90% das mulheres, 70% dos homens, 89% das mães, 60% dos pais e 80% dos negros não trabalhariam para empresas que estão tratando mal seus colaboradores durante essa fase.

Com isso, podemos concluir que voltar ao que era antes não é a melhor opção. Estamos vendo nascer um novo normal em vários setores da nossa sociedade, não só no trabalhista. Vivemos um momento de transição e nada do que foi será novamente.

 

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