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Empreender é para todo mundo? Não mesmo.

Muita gente quer empreender para gerenciar seu próprio tempo, para nunca mais correr o risco de ser demitido por alguém, para fugir de chefes chatos ou simplesmente porque querem ficar ricos. São vários os motivos que levam alguém a abrir seu próprio negócio. Mas será que ter essas motivações é o suficiente para decidir entrar nessa jornada? Ou melhor, deixe-nos reformular essa pergunta: será que esses são os motivos certos?

 

De acordo com a pesquisa Empreendedorismo no Brasil, realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor) com apoio do Sebrae, em nosso país temos mais de 52 milhões de empreendedores. No entanto, quase metade das micro e pequenas empresas brasileiras deixa de existir antes mesmo de completar dois anos de existência.

 

Para empreender, a pessoa precisa se capacitar, principalmente com cursos práticos, montar um plano de negócios e ter uma boa reserva financeira. Temos que estar prontos para tudo. Fazer um negócio dar certo é um trabalho diário, de formiguinha, e que exige muita insistência, preparo e resiliência.

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Por que as pessoas empreendem no Brasil?

O ideal é que as pessoas empreendam por vocação, por paixão ou por oportunidade, mas em nosso país, em muitos dos casos, a realidade não é essa. Uma perda repentina ou o medo da demissão surgem com mais frequência como gatilhos para essa empreitada. Outros fatores que influenciam nessa mudança de ares são o surgimento de uma grande ideia ou até cursos de empreendedorismo, que causam muita empolgação nos participantes.

 

No entanto, é preciso ter a consciência de que cair de paraquedas nesse mundo não é o modelo ideal a ser seguido. É preciso ter conhecimento sobre o negócio, sobre o nicho, sobre o mercado e sobre os clientes do ramo em que vai atuar. Pesquise, estude e aprofunde-se. Não dá para começar do zero, sem saber de absolutamente nada.

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Os maiores erros cometidos

Imaginamos que você não quer entrar no vermelho, né? Então é essencial que entenda e, principalmente, dê importância ao fluxo de caixa. Você precisa saber quanto entra e quanto sai do seu negócio: todos os dias, todas semanas, todos os meses, todos os anos.

 

Outro erro clássico é abrir um negócio novo com muitos sócios. É simples: quanto mais sócios sua empresa tem, mais lucro ela precisa dar. Afinal, todos eles irão dividir esses lucros, né?! Então, antes de começar uma sociedade gigante, analise com calma: “precisamos dessa quantidade de gente mesmo?”, “tem um motivo específico para isso?”.

 

Ah, também não invente de querer já começar grande. No início, você não precisa de salas ou escritórios caros e enormes. Comece do primeiro degrau. Cada coisa no seu tempo.

 

Qualquer um pode empreender?

Esse é um grande mito que é alimentado pelas pessoas. Empreender é como jogar futebol, como ser um dentista ou um professor, você precisa ter vocação para aquilo. Ter um negócio não é para qualquer um, a vida se transforma completamente e é preciso ter preparo para lidar com isso.

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Todo mundo acha que ficar rico é o caminho natural do empreendimento, mas não é bem assim que a banda toca. A maioria das empresas quebram, e grande parte das que não quebram não enriquecem seus donos. Essa é uma profissão como outra qualquer e leva tempo para as coisas acontecerem. Por isso reforçamos: é preciso preparo, estudo, dedicação, paciência e muita resiliência.

 

Além de tudo isso, toda pessoa que quer entrar no mundo do empreendedorismo precisa ter em mente que existe uma parte burocrática que exige muito tempo do profissional. É muito tempo gasto com reuniões, contadores, advogados, notas fiscais, e-mails, documentação e muitas outras coisas operacionais.

 

Como saber se eu tenho vocação?

Primeiro, quem tem veia de empreendedor sente isso logo cedo na carreira. Esse tipo de coisa não dá para explicar direito. Mas deixando essa parte subjetiva de lado, para saber se você tem perfil para a coisa, é preciso ter consciência financeira e não dar passos maiores que sua perna. Quem é mais conservador com gastos, costuma se dar muito melhor na área do que os ousados. É essencial que o profissional tenha muita prudência e responsabilidade.

 

Voltando para o início do texto, se sua motivação para empreender for não ter chefe, ficar rico, ter mais tempo ou se esse for um “plano B”, não empreenda.

 

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